Falando abertamente à imprensa brasileira pela primeira vez depois do nocaute técnico sofrido para Chris Weidman, o atual campeão dos meio-médios do UFC, Vitor Belfort abriu os portões de sua academia no Rio de Janeiro na última sexta-feira (29) e conversou sobre a derrota com os jornalistas. Além de admitir que cometeu alguns erros cruciais durante a luta e de comentar que sentiu cansaço logo no início do combate, o lutador se esforçou mais uma vez para deixar claro que não pensa em se aposentar do MMA tão cedo.

O revés mais recente na carreira do atleta aconteceu no dia 23 de maio em Las Vegas (EUA), durante uma das atrações do card principal do UFC 187. Na ocasião, Weidman manteve o cinturão do Ultimate, depois de parar Vitor aos 2m53s do primeiro round. A vitória do norte-americano, apesar de contundente, veio depois de um bom começo de luta por parte do brasileiro, que começou o embate encaixando uma bela sequência de socos e pressionando o oponente contra as grades do octógono. Porém, isso acabou afetando seu condicionamento.

Vitor Belfort fala sobre a derrota para Weidman e possibilidade de aposentadoria durante conversa na FortFit, no Rio de Janeiro.

“Você não consegue dar uma rajada de socos sem sentir um certo cansaço”, confessou o praticante de MMA, complementando a informação ao dizer que isso não o impossibilitou de continuar lutando. Durante a coletiva, Vitor também elogiou a performance do adversário, que conseguiu aplicar uma boa queda e se manteve todo o tempo na posição superior durante a troca de golpes no chão. Ainda assim, não deixou de reconhecer que poderia ter tido mais paciência e usado sua experiência para ganhar a disputa pelo título.

“Fiquei seis horas assistindo ao filme. Eu estava quase me socando. Parecia aqueles caras no bar”, explicou o atleta, que diz ter “conversado” bastante consigo mesmo durante a análise do curto duelo. O destaque da entrevista, porém, ficou por conta da confirmação que o lutador não pensa em se aposentar no momento – apesar de ter férias marcadas com a família. “Enquanto eu tiver essa alegria, essa vontade, quem sabe a gente não vai ter eu com 89 anos no octógono. Será que dá?”, brincou Vitor, colocando uma pedra sobre o assunto.