Considerado o maior atleta de MMA de todos os tempos, Anderson Silva pode defender o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela Confederação Brasileira de Tae Kwon Do (CBTKD), que publicou carta enviada pelo lutador a Carlos Fernandes, presidente da entidade.

Na quinta-feira passada, a confederação já havia surpreendido ao anunciar que daria um dos quatro convites aos quais tem direito a um lutador da categoria +80kg. Anderson Silva luta, no UFC, a principal organização de MMA no mundo, na categoria até 84kg.

Na carta publicada pela CBTKD, Anderson diz que a Olimpíada é "o sonho de todo atleta" e com ele não é diferente. "Sendo (a próxima Olimpíada) em meu país, esse espírito olímpico me deixou muito motivado. Será um imenso prazer fazer parte desse time de ouro", escreveu Anderson, em texto elogioso a Carlos Fernandes.

"Sendo assim, deixo aqui registrada a minha vontade de representar o tae kwon do e o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Com toda minha estima, força e honra", completou Anderson Silva. Já a CBTKD explicou que "em breve haverá notícias dos desenvolvimentos desse encontro e será realizado um pronunciamento público em conjunto de ambas as partes".

Porém, não é por que o Brasil tem direito a convites que pode oferecê-lo a quem bem entender. Anderson, antes, vai ter que cumprir alguns requisitos. O primeiro deles: receber uma licença de lutador de tae kwon do. Depois, precisa de resultados. Pelo menos um da seguinte lista: medalhista de uma competição da Federação Mundial de Tae Kwon Do, chegar em algum momento entre os 20 melhores do ranking olímpico, ficar entre os 16 melhores do Mundial, avançar às quartas de final do Campeonato Pan-Americano ou ganhar o Campeonato Brasileiro. Tudo isso até abril de 2016.

Anderson, porém, não lutou a seletiva nacional do mês passado. Assim, é de Guilherme Felix o direito de disputar o Mundial e o Campeonato Pan-Americano. Número 18 do ranking olímpico, ele vem de bons resultados e, se faturar medalha no Mundial, pode chegar ao Top 6 do ranking, o que lhe garantiria na Olimpíada.

Após ficar mais de um ano afastado das lutas por causa de uma grave lesão, Anderson Silva retornou ao UFC no final de janeiro, num combate em que superou o norte-americano Nick Diaz. O brasileiro, porém, deu positivo em exames antidoping realizados antes e depois da luta. A Comissão Atlética de Nevada marcou para 21 de abril uma reunião em que pode entrar na pauta o julgamento do lutador. Agora ele aventa a possibilidade de defender o tae kwon do brasileiro na próxima Olimpíada.

Por Demétrio Vecchioli - São Paulo